Saída do executivo de futebol deve ser oficializada em breve
O trabalho do executivo Gustavo Vieira de Oliveira no futebol do Santos
mal começou e já está perto do fim. A reportagem do GloboEsporte.com
apurou que atritos com o modo de trabalho do presidente José Carlos
Peres devem provocar sua saída do clube apenas 45 dias depois de sua
apresentação, ocorrida no início de janeiro.
Desde o início do trabalho, a maneira como negociações e decisões são
conduzidas preocupam o dirigente, que se sente exposto por repentinas
mudanças de opinião de Peres. Ele tem lamentado a pessoas próximas a
falta de conhecimento da situação financeira do clube e a dificuldade de
se comunicar com o presidente.
Há vários episódios que, somados, tornam a situação próxima de
insustentável. Desde o período do contrato do próprio Gustavo, combinado
inicialmente em três anos e fechado em dois depois de um documento ter
sido redigido em apenas um ano de duração, até negócios com jogadores
abortados sem maiores justificativas.
Um dos exemplos é a renovação do lateral-direito Victor Ferraz.
Jogador, empresário, executivo e presidente chegaram a um acordo, mas
Peres não deu andamento depois disso, e Gustavo, por ser o responsável
pelo futebol do clube, sentiu-se exposto perante jogadores e agentes.
Ferraz, que antes interessava ao São Paulo, é um dos líderes do elenco.
O caso mais recente é a contratação do lateral-esquerdo Dodô,
da Sampdoria. Gustavo tem tudo acertado com o jogador e o clube
italiano há mais de uma semana – com aval da comissão técnica. Mas,
estranhamente, Peres tem dado ouvidos a uma pessoa fora do departamento
de futebol que se diz contrário ao acerto com Dodô por achá-lo "fraco".
Por isso, o caso se arrasta, sem uma solução. O processo também foi
lento com a chegada do atacante Gabriel.

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