Vitória contra o Junior Barranquilla pode ajudar a acalmar os ânimos da torcida do Verdão
Classificado de forma antecipada na Libertadores, o Palmeiras resolveu
poupar a maioria dos seus titulares no jogo da última quarta-feira,
contra o Junior Barranquilla, em casa – apenas Borja e Dudu foram
aproveitados. Era o cenário ideal para uma partida com clima de cumprir
tabela. Mas não...
Após mais uma derrota para o Corinthians, no fim de semana, dessa vez
pelo Brasileirão, e pressão da torcida, o jogo contra os colombianos
ganhou uma importância maior. E, além de ter ajudado o Boca a
classificar como segundo do grupo, deu ao Palmeiras a primeira colocação
geral dessa fase.
Os donos da casa entraram pressionados. Antes mesmo do pontapé inicial,
Roger Machado foi "convidado" a deixar o clube em gritos da principal
organizada do Verdão. A resposta do restante do estádio foi uma vaia aos
torcedores, o que indicava certa paciência dos palmeirenses com a
equipe.
O problema é que o time não acompanhou o voto de confiança da
arquibancada. Na primeira etapa, o Junior Barranquilla teve boas chances
para abrir o placar e obrigou Fernando Prass a fazer três importantes
defesas que evitaram um placar desfavorável.
No ataque, o Verdão até teve boa movimentação em alguns lances,
principalmente com Guerra como principal articulador. Faltou o último
passe ou a finalização com mais eficiência, como Dudu desperdiçou em boa
triangulação com Borja no fim da primeira etapa.
Se no começo da partida a vaia do estádio era para conter os protestos
da organizada, ao término da primeira etapa foi quase que geral. Um
claro saldo dos tropeços em sequência no Dérbi e não pelos números do
time palmeirense na temporada.
O clima desfavorável durou até pouco depois do primeiro gol de Borja. O
atacante, inclusive, olhou para a arquibancada antes de ir abraçar
Roger Machado no banco em um voto de confiança do grupo ao treinador. Na
Colômbia, ele já não havia comemorado com muita empolgação em respeito ao Junior, seu time de infância e de seus familiares.
O que selou a paz entre time e torcida foi um dos principais ídolos da
torcida: Fernando Prass. O goleiro já havia se destacado na primeira
etapa, com duas defesas importantes, mas foi fundamental aos 10 minutos,
quando defendeu cobrança de pênalti de Barrera. A partir dali, tudo
mudou, com direito a mais dois gols de Borja e muitos aplausos na saída
de campo do camisa 9.
Com descanso aos principais titulares, o Palmeiras cumpriu seu papel e
fechou a Libertadores com a melhor campanha geral de toda a fase de
grupos. Um resultado que, na teoria, deve fazer o time voltar a conviver
com mais tranquilidade na Academia de Futebol e assim conseguir focar
no Brasileiro até a Copa do Mundo.
A Libertadores será assunto somente no dia 4 de junho, quando os
confrontos das oitavas de final serão sorteados na sede da Conmebol, no
Paraguai. Com 16 pontos em 18 disputados, o Verdão sobrou no chamado
"Grupo da Morte" e deu até força para o tradicional Boca Juniors avançar
de fase.

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